domingo, 17 de maio de 2020

DALTON SE APOSENTA E DEIXA A TELEVISÃO PARA ADVOGAR EM RONDÔNIA

Agora Dalton Di Franco está advogando em Porto Velho 
 Dalton Di Franco despedindo-se do programa que ele conduziu por 16 anos 

 Enfim chegou o dia. Dalton Di Franco deixou o programa Plantão de Polícia depois de quase 16 anos de sucesso, pela Redetv Rondônia (SGC, canal 17. “Agora vou me dedicar à advocacia”, anunciou o conhecido jornalista que militou nos mais diversos veículos de comunicação de Rondônia por 48 anos.

A despedida ocorreu no dia 13 de março deste ano, durante a apresentação do programa. A direção da RedeTV preparou uma surpresa para Dalton que foi homenageado com uma placa. A homenagem emocionou a todos que estavam no estúdio, o próprio Dalton e os telespectadores.

 


Uma semana depois, já refeito das emoções, Dalton lembrou da jornada trilhada com muitos obstáculos e vitórias. “Foram 16 anos de trabalho intenso. Com a ajuda e colaboração de muitos companheiros tornamos o Programa Plantão de Polícia na maior audiência da TV em Rondônia e no maior faturamento da empresa”.

 
O diretor da Redetv, Acássio Figueiras, entregou a Dalton uma carta assinada por funcionários e diretores

Dalton lembrou das conquistas conseguidas com o programa na Redetv. “Ganhamos diversos prêmios e reconhecimento público. Mas chegou a hora de parar. Aposentar. Deixo no comando do programa o melhor apresentador de TV: John Silva, profissional, amigo, que cresceu por suas habilidades sem passar a perna em ninguém. Não é traiçoeiro nem incompetente. Cresceu no programa a partir de um estágio. Tentei com outros, mas não consegui. Com John, acertei e estou tranquilo”.

 
John Silva agora é o apresentador oficial do Plantão de Polícia

Para o mais consagrado apresentador de televisão, “tudo que conseguiu foi graças a Deus”, acrescentado que trabalhou intensamente ao longo de 48 anos de vida profissional.

Dalton recorda que começou no início da década de 70, varrendo a redação do jornal O Combate, do saudoso jornalista Inácio Mendes, em troca de 20 exemplares semanais que eu tinha de vender. Em 1972, já no Posto de Molas Paraibana, do José Gonçalves, minha CTPS foi assinada pela primeira vez. Ali, entre outras coisas aprendi a escrever na máquina de datilografia, graças a ajuda de Davi Nascimento”.

Dalton também trabalhou com seu Mimico em outro posto de molas e por fim nas lojas da família Prado e na Loja de móveis Servilar (Cebesa S/A) até ingressar na rádio Eldorado em 1978. Zinaldo Fernandes me apresentou a Ivan Gonzaga e daquele dia até hoje militei na comunicação. Passei pela redação dos jornais A Tribuna (quatro vezes), Alto Madeira (três), O ESTADÃO (três) O Imparcial, O Guaporé e Diário da Amazônia.

Dalton lembrou que ganhou notoriedade no rádio graças a Luiz Rivóiro, diretor da Rádio Caiari. “Ele me ensinou que um profissional de comunicação precisa de um nome, uma voz e uma música”. Dalton aprendeu que “um profissional de sucesso precisa ser único, necessário e indispensável. Eu usei esse ensinamento como lema de vida ao longo dessas mais de quatro décadas de trabalho”.

Dalton também trabalhou em todas as emissoras de TV da Capital, com exceção da TV Rondônia, mencionando sua primeira aparição na tela pela extinta TV Nacional, em 1984, pelas mãos de Antônio Toca e o saudoso Sérgio Mello.
Foi graças a Deus e ao trabalho realizado na comunicação com honestidade e seriedade que Dalton Di Franco foi eleito vereador em 1978 e deputado estadual em 1990. Foi eleito ainda vice-prefeito Porto Velho em 2012.

Mas foi depois da virada do milênio que, por indicação de Antônio Japão, que Sérgio Demomi contratou Dalton  Di Franco para a Redetv (SGC), onde trabalhou por 16 anos.
Durante esse tempo na emissora da família Gurgacz, Dalton reconhece que Deus permitiu que voltasse a estudar. “Graduei em Administração de Empresas com habilitação em Marketing aos 45 anos. Fiz pós-graduação (especialização) em ensino superior, tornando-me professor na UNIRON por cinco anos”.

Em seguida, aos 55 anos, Dalton Di Franco graduou em Direito pela Ulbra, e imediatamente foi habilitado pela OAB-RO para exercer a profissão de ADVOGADO, após ser aprovado no Exame de Ordem. Ainda foi contratado pela ULBRA para lecionar Direito Civil e Direito Penal, afastando-se no final de 2018 para se tratar de um AVC.
 
Dalton com a família que o prestigiou na formatura do Seteban
Ainda afastado, Dalton fez um curso de Teologia pelo Seminário Batista Nacional. “Diante desse relato sucinto, mais importante histórico só tenho GRATIDÃO. Primeiro, a Deus, minha fortaleza, meu Tudo. Depois aos meus diretores: Sérgio Demomi, Alessandro Lubiana e Acássio Figueira, na pessoa de nossa chefe maior ANA GURGACZ; aos meus colegas de trabalho – especialmente Valéria Rodrigues, Osinaldo Alencar, Alex Fontes, Joas Ferreira, Dudu, Pataka, Ricardo Henrique, Wender Cássio, Hélio Johns, Deivinho, Márcia e John Silva. Não deixaria de citar Michael Storki, Wanderson Caldeira, Iuri Fragoso, Pedro Silva, Cleidson Silva, Cristiane Lopes, Juarez da Silva, entre outros”.

Dalton fez um agradecimento especial à família Gurgacz (SGC) que o apoio integralmente nesses anos de trabalho. “Obrigado ao senador Acir e ao seu pai, senhor Assis Gurgacz.

Dalton ainda fez um  agradecimento em particular à sua família. “Obrigado à minha família que ao longo de 48 anos, a deixei almoçar sozinha pois no horário do meio dia sempre estava trabalhando. Obrigado Gracy, minha esposa, você é muito importante nessa conquista. Nesses últimos 25 anos, você me impulsionou e me carregou quando me faltavam forças. Obrigado aos meus filhos Paula Andreia, Vanessa, Pamela, Rômulo e Giovanna. Gratidão pelos meus netos e netas; meus irmãos e sobrinhos.

 
Emocionado com a despedida: carinho dos colegas

Jhon Silva é contigo. Prossiga os números que deixo: 3.775 edições produzidas e apresentadas. 16 anos de programa Plantão de Polícia. Sucesso!!
Deus ti ajude!

Agora estou me dedicando à profissão de advogado na Capital. 

Vamos agora falar de Direito, Justiça.

Obrigado a todos meus telespectadores.

Obrigado a todos os anunciantes que me prestigiaram nesses 16 anos na Redetv.

AGRADECIMENTO AOS MEUS PAIS, ENÉAS E NAZARÉ, QUE JÁ DESCANSAM EM DEUS.
#AdeusRedeTv
#ObrigadoMeuDeus
#ObrigadoAnaAcir
#DaltonDiFrancoAdvogado

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Leo Ladeia é recebido por Dalton e Lubiana na Redetv!

O Sistema Gurgacz de Comunicação (SGC) que opera o canal 17 (Redetv Rondônia) está preparando mais um programa de qualidade que será comandado pelo comunicador Leo Ladeia, o mais novo contratado da emissora. O anúncio foi feito pelo diretor do SCG, Alessandro Lubiana, na manhã desta quarta-feira durante encontro com executivos de vendas e os apresentadores Dalton Di Franco e Leo Ladeia. Segundo Lubiana, o SGC quer manter a liderança de audiência de sua grade regional, onde já despontam como líderes o Plantão de Polícia, com Dalton Di Franco, e o Fala Rondônia, programas levados ao ar no horário do almoço. “Leo Ladeia chega num bom momento para ancorar um programa no horário da noite, seguindo o padrão de qualidade e o compromisso com o jornalismo regional”. Ainda conforme Lubiana, os executivos de vendas do SGC já estão orientados sobre o novo programa que buscará a atualização das notícias do dia, além de valorizar o comércio, anunciando produtos e serviços que são de interesse da população. Até a data da estreia, Leo Ladeia trabalhará com a produção para formatar o programa dentro do padrão ideal. “Estamos discutindo tudo nos mínimos detalhes”, acrescentou o apresentador, dono de experiência vasta e de alta credibilidade conquistadas em trabalho desempenhado em outro veículo de televisão da Capital.

segunda-feira, 20 de março de 2017

DALTON DI FRANCO AGORA É ADVOGADO EM PORTO VELHO

Dalton Di Franco recebeu a credencial de advogado habilitado pela Ordem dos Advogados do Brasil seccional de Rondônia. A solenidade foi realizada no dia 30 de janeiro de 2017, na sede da OAB-RO em Porto Velho. O evento foi realizado sob a presidência do advogado Andrey Cavalcante. Escolhido para ser orador, Dalton Di Franco falou em nome de 30 novos advogados, traçando a trajetória que os levou ao grande momento de receber a “vermelhaça”, numa referência à carteira de advogado. Ele ainda falou sobre a apoio que cada novo advogado recebeu de professores e familiares, muitos deles chegando a abdicar do tempo e do convívio familiar para se dedicar aos estudos, em busca da graduação e da aprovação no exame de ordem. Dalton Di Franco que graduou-se em dezembro de 2015 pela ULBRA Porto Velho e foi aprovado no XVIII Exame de Ordem, exercia cargo público até o final do ano passado, razão pela qual ficou incompatibilizado de atuar como advogado. “Mas tudo tem seu tempo. Agora chegou a hora”, afirmou. Além de advogado, Dalton Di Franco é jornalista, radialista, publicitário, administrador de empresa, professor universitário, especialista em ensino superior e seminarista de teologia, agora graduado em Direito e advogado habilitado. Dalton reconheceu que só conseguiu esses feitos, “graças a Deus que me deu pais amorosos, como minha mãe e meu pai, uma esposa cooperadora e filhos compreensivos, além de professores-amigos que me ajudaram em momento de dificuldades”. Na hora de receber a credencial fez questão de homenagear sua esposa, a professora Maria Gracineide Rodrigues, que o acompanhou ao ato solene de recebimento da carteira, entregue pelo presidente Andrey e a vice-presidente Maracélia.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

DALTON DI FRANCO É UM DOS APROVADOS NO EXAME DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL-OAB

O resultado preliminar da 2ª fase do XVIII Exame de Ordem Unificado da OAB, aplicado no dia 17 de janeiro, foi divulgado no fim da tarde da sexta-feira (12). Um dos aprovados de Porto Velho é Dalton Di Franco, apresentador do Programa Plantão de Polícia. Ele havia se formado em Direito no final do ano passado pela ULBRA. O prazo para recursos contra o resultado preliminar da prova é de três dias. O período começa às 12h deste sábado (13) e se encerra às 12h da próxima terça-feira (16). Para recorrer, os candidatos deverão utilizar exclusivamente o Sistema Eletrônico de Interposição de Recursos, que fica no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV). As decisões dos recursos e a divulgação do resultado final devem ser divulgadas na data provável de 29 de fevereiro de 2016. A aprovação no Exame de Ordem é requisito necessário para a inscrição nos quadros da OAB como advogado. O Exame de Ordem pode ser prestado por bacharel em direito, ainda que pendente apenas a sua colação de grau, formado em instituição regularmente credenciada. Poderão realizá-lo os estudantes de direito do último ano do curso de graduação em direito ou dos dois últimos semestres. Administrador de empresas e jornalista, Dalton Di Franco é professor especialista em ensino superior. Ele atua na imprensa de Rondônia há mais de 40 anos. Na Redetv! (SGC) lidera a audiência com o programa Plantão de Polícia, sempre apresentado às 12h30, no canal 17, desde 16 de maio de 2005. Na grade da emissora é também o líder de faturamento.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Rapaz que canta no lixão quer ser profissional da música

Boa tarde amigos! Estamos contando a história de vida de Edvam Oliveira, conhecido na Linha Triunfo como Edvam dos Teclados. Ele tem um grande talento, canta muito, mas não tem condições de realizar seu sonho de ser cantor. Então vamos ajudar a compartilhar o vídeo da história de vida dele para que chegue às mãos certas porque dom ele tem e uma bela história. O material foi produzido pelo Plantão de Polícia, com Dalton Di Franco, programa apresentado na Redetv, sempre a partir das 12h30. A reportagem é de Emy Cunha. Vejam no link https://www.youtube.com/watch?v=fidphCBZo7s

Dalton Di Franco anuncia a segunda edição da Revista Plantão de Polícia


Saiu o segundo número da Revista Plantão de Polícia, anunciou Dalton Di Franco, na última quinta-feira 21, durante o programa que ele apresenta diariamente na RedeTv!, sempre a partir das 12h30. A edição traz notícias da área da Segurança Pública como os 40 anos da Polícia Militar, o trabalho desenvolvido pelo Ministério Público e a posse do novo diretor-geral da Polícia Civil. O trabalho feito pelo senador Acir Gurgacz pela conclusão da BR-319 é outro assunto abordado, destacando o percurso feito pela Caravana composta por parlamentares e representantes dos setores públicos e privado, no dia 27 de novembro. Por fim, a Revista traz reportagem sobre o projeto de um policial militar que idealizou um aplicativo para cadastrar pessoas desaparecidas. O cabo PM Christiano Mendes foi finalista do Prêmio do Governo do Estado que destaca boas ideias. O terceiro número, segundo Dalton Di Franco já está em desenvolvimento, sob a responsabilidade do jornalista Alex Sakai, com o apoio publicitário de Sebastião Santana. A revista foi criada para marcar os 10 anos do programa Plantão de Polícia, comemorados no dia 16 de maio passado. “Deu tanto certo que resolvemos continuar com o trabalho editorial. O comércio e nossos leitores nos apoiam de forma tão significativa que não pretendemos parar”, afirmou Dalton Di Franco, experiente comunicador no Estado de Rondônia. Outras informações pelo e-mail revistaplantaodepolicia@gmail.com

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Confira a edição do Plantão de Polícia que comemora 10 anos de sucesso na Redetv!

O Programa Plantão de Polícia criado e apresentado pelo jornalista e administrador de empresas Dalton Di Franco, comemora 10 anos no ar neste dia 16 de maio de 2015. O programa é apresentado diariamente às 12h30, pelo próprio Dalton Di Franco, e às 19h30, pela Redetv Rondônia (SGC), canal 17, em Porto Velho (RO). A data foi comemorada com o lançamento da revista que leva o nome do programa. Confira o vídeo do programa que comemora os 10 anos de sucesso, com reportagem especial. Acesse a matéria no You tube. http://youtu.be/7bd8KjgELUg

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Plantão de Polícia chega aos 10 anos consolidando a trajetória de seu criador

O jornalista e administrador de empresas Dalton Di Franco comemora neste dia 26 de maio a primeira década no ar com o Programa Plantão de Polícia, pela Redetv (SGC), liderando a audiência e o faturamento da empresa. Acostumado a bater recordes em sua vida pessoal e profissional, Dalton é o âncora e líder de uma equipe de profissionais que trabalha diuturnamente para manter a população bem informada de tudo o que acontece na área da segurança pública, sem perder o bom humor. Além dos 10 anos do Plantão, Dalton comemora 43 anos de profissão. O programa que nasceu em 2005 como um quadro do programa Fala Rondônia ganhou destaque e independência. O nome foi sugerido pelo então diretor, Sérgio Demomi. Mas a concepção é do próprio Dalton. Inicialmente com meia hora de duração, depois passou para uma hora e hoje, com 1 hora e 45 minutos, mantém a liderança no horário do almoço, sempre a partir das 12h30, abordando fatos policiais, queixas e reclamações do povo, além de promover campanhas de mobilização para ajudar pessoas necessitadas. Há dois anos o programa ganhou uma segunda edição, sempre às 19h, comandado por Rosinaldo Guedes. Para chegar a mais de 2 mil programas produzidos e apresentados, Dalton Di Franco percorreu um longo percurso que iniciou na década de 70 do século passado. Daquela época ele recorda pelo menos dois grandes momentos na extinta rádio Eldorado, pertencente ao Grupo Mário Calixto de Comunicação. No primeiro, quando iniciou a carreira de comunicador. O segundo, no retorno da rádio Caiari, já como estrela de primeira grandeza. O COMEÇO A trajetória de Dalton Di Franco iniciou quando ele foi apresentado, em 1978, ao então diretor da rádio, o baiano Ivan Gonzaga. Apesar de ser jovem, ele já naquela época demonstrava versatilidade e ousadia no que fazia. Nascido no Seringal Recreio, na Vila de Ariquemes, no dia 2 de dezembro do ano de 1960, Dalton na verdade começou a trabalhar na imprensa aos 10 anos de idade. Ele varria a redação do extinto O Combate, do falecido jornalista Inácio Mendes, cuja redação funcionava na rua Duque de Caxias, próximo à igreja de São Cristóvão. Na época, o salário que ele recebia eram dez jornais por semana. "Quando eu conseguia vender os dez exemplares era uma maravilha", recorda. Depois de ficar um tempo no jornal, Dalton fez bico vendendo banana na rua, lavando carro e engraxando sapatos nas praças Jonathas Pedrosa e Marechal Rondon. Sempre na parte da tarde vendia picolé na porta dos colégios John Kennedy, Nossas Senhora das Graças e Murilo Braga. Foi assim o inicio da labuta desse profissional nascido na época em que Rondônia era Território Federal e formado por apenas dois municípios: Porto Velho, que abrangia desde a Capital a Vilhena, e Guajará-Mirim, que abrangia todo o Vale do Guaporé. Como Ariquemes era distrito de Porto Velho, Dalton é natural de Porto Velho. PRIMEIRO EMPREGO No ano de 1972, Dalton conseguiu o seu primeiro emprego de carteira assinada, com salário fixo, no Posto de Molas Paraibana. Seu cargo era o de oficce-boy. Ele recorda que o dono da empresa, o maranhense José Gonçalves, não o tinha como empregado, mas como um filho. "Em um ano de trabalho, fui promovido a auxiliar de escritório e depois, a caixa", relembra citando o nome de Daniel Nascimento, na época o maior incentivador de sua carreira. Daniel era o encarregado do escritório. Hoje é importante líder evangélico da Assembléia de Deus. Depois, Dalton Di Franco trabalhou com a família Prado, no centro de Porto Velho. Sipriano Alves Prado, já falecido, foi seu primeiro patrão, nas Lojas Prado, onde era um espécie de faz-tudo. Ali ele executava desde a limpeza, serviço de banco, cobrança, vendia e montava as vitrines. Depois Dalton trabalhou com o patriarca dos Prado, o saudoso Miguel Prado, na loja Odarp´s Modas. Mas foi no ano de 1978, que Dalton ingressou com afinco na imprensa. Ele foi apresentado a Ivan Gonzaga pelo radialista Zinaldo Fernandes. Na época Zinaldo lecionava no Colégio Rio Branco e Dalton era seu aluno. Hoje Zinaldo é inspetor aposentado da Polícia Rodoviária Federal. "A rádio Eldorado estava funcionando em fase experimental e o Zinaldo era o locutor-noticiarista", recorda Dalton. "Eu tinha vontade de trabalhar em rádio e perguntei a ele o que era necessário para ser radialista. Zinaldo respondeu-me que era preciso apenas ter boa leitura. Como sempre gostei de ler achei que não teria dificuldade". Depois de ser apresentado a Ivan Gonzaga, Dalton recorda que levou um chá-de-cadeira de várias semanas. "O Ivan só faltava pisar no meu pé, mas fazia que não me via sentado na ante-sala de seu gabinete, na rádio". Certo dia, Ivan atacou de surpresa. "Vá à delegacia e faça uma reportagem por telefone", ordenou. O 1º DP, no Cai-nÁgua, foi à delegacia escolhida. Ali Dalton conversou com o comissário de nome Raimundo, até convencê-lo de que era “repórter”, Dalton ligou para a rádio e fez a reportagem sobre uma ocorrência de briga de rua. "Eu tremia mais do que vara verde no meio do temporal", diz recordando a primeira experiência com o microfone. Aprovado com restrição – “tem que melhorar, e muito”, segundo Ivan Gonzaga - Dalton começou a trabalhar na rádio Eldorado, inaugurada no dia 13 de Setembro. Inicialmente como repórter de pista nas transmissões esportivas. Na época, usava o nome artístico de Rômulo Araújo e atuava ao lado de Bosco Gouveia, Carlos Terceiro, Nonato Neves, Herculano Brito, entre outros. Além da área esportiva, Dalton fazia reportagens de polícia para o Grande Jornal Eldorado, apresentado por Waldemar Camata, recém-chegado do Paraná, e Silva Queiroz. Camata usava naquela época o nome artístico de Ingo Salvatorre. DOENÇA Por volta de 1979, Dalton andava muito atarefado. Ele tinha que se desdobrar em três para dar conta de suas responsabilidades diárias: seus estudos, o trabalho na rádio, além das funções de subgerente de crédito e cobrança de uma loja de móveis, a Servilar (CEBESA S/A), na Carlos Gomes, onde já funcionou a Utilar e hoje as Lojas Americanas. Dalton recorda que seu superior, Antero Ferreira da Silva, era o gerente do setor. Com tantas ocupações e sem tempo para descansar, Dalton sofreu um derrame. Ficou seis dias em coma no extinto Hospital Orlando Marques, que funcionava numa área em frente à hoje Policlínica da PM. Transferido de avião para Manaus, ficou outros onze dias inconsciente, no Hospital Beneficência Portuguesa. Dalton recorda que todo o tratamento foi custeado pela empresa de móveis, que tinha como diretor administrativo o saudoso Odair Cordeiro. Odair foi chefe de gabinete da Prefeitura de Porto Velho. "Eu considerava muito o Odair. Ele fez muito por mim e por meus pais", afirma. É dessa época o episódio que Dalton não viu, por estar em coma, mas que ele soube por relato de terceiros, e não esquece. "Eu estava dentro da ambulância, uma Komby, que me levava para o aeroporto. Na esquina da rua Campos Sales com a avenida Carlos Gomes, um táxi bateu a ambulância. Só eu, minha mãe e meu acompanhante, o saudoso colega Paulo Vieira, escapamos. O motorista e os enfermeiros voltaram para o hospital, ensangüentados, alguns com ferimentos graves". Seguindo para o aeroporto na carroceria de uma caminhonete, Dalton foi embarcado no avião. No mesmo voo estava um soldado do Exército, com o mesmo problema, porém menos grave que Dalton. Na chegada à Beneficência Portuguesa, em Manaus, o militar morreu. Dalton sobreviveu. Depois de um mês de tratamento, Dalton recebeu alta. "Os médicos recomendaram aos meus pais, por telefone, que tivessem cuidado comigo, pois eu não sobreviveria ao próximo ataque da doença”. Era a morte anunciada. SONHO Certa noite, ainda no hospital, Dalton teve um sonho. "Eu me via em um local alto e rodeado de muitas pessoas quando de repente uma voz vinda do céu falou comigo: Eu tirei e ti devolvi a vida. Agora tu serás minha testemunha de que eu tenho poder". Essa voz, segundo Dalton, era de Deus mesmo. Poucos dias depois ele recebeu alta. Funcionários do hospital que presenciaram sua chegada ficaram abismados com sua melhora. "Estar saindo do hospital com vida era mesmo um milagre de Deus", comemora hoje Dalton. Voltando a Porto Velho, Dalton ficou “encostado” recebendo pelo INAMPS, hoje INSS, por vários meses. "Por causa disso, meus inimigos políticos chegaram a divulgar que era aposentado como doído”. Dalton conta que chegou a procurar o órgão previdenciário quando viu, reservadamente, vários ofícios solicitando informações sobre a tal aposentadoria. “Para resguardar meu nome, pedi uma certidão que atesta que jamais fui aposentado. Mas hoje tenho esse direito, mas por tempo de serviço, uma vez que comecei a trabalhar aos 12 anos de idade, muito cedo, portanto". MUDANÇA Desgostoso com o diretor da rádio Eldorado, de nome Paulo Martins, que não lhe deu nenhuma assistência durante a doença, Dalton pediu demissão. O dono da empresa, Mário Calixto Filho ainda insistiu para que permanecesse afastado o que tempo que fosse necessário, mas Dalton preferiu sair sem contar o motivo. Por predestinação divina, Dalton voltou a se encontrar com Ivan Gonzaga, anos depois. Naquela época, Gonzaga dirigia a rádio Caiari. "Eu não aguento mais ficar em casa sem fazer nada. Quero trabalhar", implorou a Ivan. O NOME Foi a partir desse encontro que ele passou de Rômulo Araújo para Dalton Di Franco. "O Ivan disse que me daria o emprego, mas eu que teria de usar um nome artístico, porque ele não queria ter problemas pelo fato de eu estar afastado pelo INAMPS”. Depois de rabiscar três nomes - Paulo Ronaldo, Ricardo Franco e Dalton Di Franco – Dalton passou a fazer uma rigorosa pesquisa e acabou descobrindo que o primeiro nome era de um radialista em Belém e que Ricardo Franco era um dos desbravadores de Rondônia e que hoje é denominação de uma localidade no cone Sul do Estado. Por eliminação, ficou com o pseudônimo de Dalton Di Franco, hoje incorporado à sua identidade. “Meu nome parece o de D. Pedro, longo demais: Enéas Rômulo Dalton Di Franco de Araújo. Se estivesse vivo, meu pai estranharia eu ter mudado o nome que ele me deu”, brinca. Ivan Gonzaga aprovou o nome artístico e deu a Dalton Di Franco uma nova chance, o emprego de repórter. ESTADO Com a nomeação do coronel Jorge Teixeira de Oliveira para governar o Território Federal de Rondônia, as coisas começaram a mudar em Porto Velho. A rádio Caiari, por exemplo, foi arrendada por um grupo de Manaus. A primeira providência da nova direção foi despedir os funcionários antigos. "Eu era o único que não tinha carteira assinada e fiquei com o coração prestes a sair pela boca, já que era candidato natural a ficar desempregado", relembra. "Milagrosamente fui o único que permaneci. Era outro milagre de Deus, depois de sobreviver ao derrame e ao acidente". O administrador João Dario era o gerente na época e manteve Dalton no quadro da emissora. Pouco dias depois chegou o pessoal de São Paulo, contratado para dirigir a rádio. O falecido radialista Luiz Rivóiro, que era de Marília, assumiu como diretor-geral. Ele gostou daquele rapaz franzino, como Dalton era naquela época. "Ele me perguntou o que eu gostaria de fazer dentro da nova programação da rádio. Não perdi tempo. Pedi um horário para fazer um programa policial". Além de produzir e apresentar o programa O Crime Não Compensa, levado ao ar de segunda à sexta-feira, às 13h30, Dalton fazia reportagens policiais para o Jornal de Integração, transmitido para todo o Estado, às 7h da manhã, em cadeia com outras emissoras. ADOTADO Dalton afirma que foi um filho adotado por Rivóiro. "Ele sempre segurava as brigas que eu arranjava com o programa". Também era seu maior incentivador profissional. "A gente passava horas conversando. Ele me dava muitas dicas. Entre outras coisas, aconselhava-me que melhorasse a cada dia, pois eu tinha um potencial muito grande". Em 1984, já conhecido, Dalton Di Franco recebeu o convite para se retornar à rádio Eldorado. Lourival Neves, um radialista que tinha vindo do Paraná para dirigir a emissora de Mário Calixto, o chamou com uma proposta tentadora: um salário que era três vezes maior ao que Dalton recebia na Caiari. "Como um bom filho fui falar com o Rivóiro. Ele me disse que não tinha como cobrir a proposta e consentiu com a minha saída, prometendo um dia me buscar. No dia 2 de abril de 1984, voltou aos microfones da rádio Caiari, não mais como Rômulo Araújo, mas como Dalton Di Franco. Inicialmente o programa ia ao ar com meia hora de duração, a partir das 13h. Com o passar do tempo, Dalton assumiu o horário das 12 às 14h. Para dar conta do serviço, montou uma grande equipe de repórteres e aperfeiçoou a estrutura do programa. Era preciso conteúdo para liderar a audiência. Com a mudança de emissora, Dalton Di Franco passou a usar o slogan "A Voz do Povo contra o Crime", abordando tudo: notícias policiais, informações sobre hospitais, estradas, pronto socorro, banco de sangue, aeroporto e, naturalmente, as queixas e as reclamações do povo. "Eu não ficava só nos casos de Polícia. Atacava também os problemas cruciais que afligiam a sociedade", recorda Dalton. Ele também fazia campanhas beneficentes para ajudar os necessitados. VOLTA PARA A RÁDIO ELDORADO A volta para a rádio Eldorado, pelas mãos de Lourival Neves foi destaque na primeira página do jornal O ESTADÃO. Os jornais O ESTADÃO e ALTO MADEIRA deram destaque para a contratação de Dalton Di Franco, com direito a chamada na capa, com fotos. O ESTADÃO destacou: “o mais importante nome do rádio policial de Porto Velho, inegável dono do ibope, é agora o mais recente contratado pela rádio Eldorado do Brasil”. Já o Alto Madeira, noticiou que “ o radialista Dalton Di Franco, que comanda a maior audiência do rádio rondoniense...passou para a rádio Eldorado, deixando a rádio Caiari, onde militou durante anos”. A reestreia de Dalton, na rádio Eldorado, aconteceu no dia 2 de abril de 1984, às 13h, em grande estilo. Durante os dez anos que permaneceu na rádio Edorado, Dalton Di Franco realizou o Natal das Crianças, no Orfanato Belisário Pena, e a festa do Dia das Mães, na Comunidade Jaime Aben-Athar. Investigativo e ousado, Dalton ajudou a Polícia a esclarecer diversos crimes, alguns deles de repercussão. No ano de 1986, Dalton já era tido como um forte candidato a deputado estadual, prefeito e vereador, mas preferiu ficar de fora do pleito. Apoiou Maurício Calixto. Só em 1988, atendendo apelos de seus ouvintes, decidiu disputar uma cadeira na Câmara Municipal de Porto Velho. Dalton foi eleito pelo extinto PMB, Partido Municipalista Brasileiro, com 1.043 votos, a segunda maior votação da Capital. Em 1990, ele saiu candidato a deputado estadual, pelo PTB de Olavo Pires. Foi o quarto deputado mais votado – o triplo da votação de vereador - do partido e o sexto do Estado. Como vereador e depois como deputado estadual, Dalton Di Franco prestou relevantes serviços à comunidade. Foi sempre o mais apresentou proposituras no parlamento. É de sua autoria a criação da patrulha escolar (hoje sucateada), o colégio Joao Bento, a capelania militar, entre outros projetos. Foi por causa da política que Dalton Di Franco deixou de ser pseudônimo. Em 1991, o advogado Lindolfo Santana Júnior pediu a averbação do nome à Justiça. Autorizada pelo juiz Gabriel Marques, a identidade do jornalista passou a ser Enéas Rômulo Dalton Di Franco de Araújo. "Um nome e tanto", brinca o dono. JORNAL Na imprensa escrita, Dalton começou a trabalhar de carteira assinada na extinta A Tribuna, também 1978. Ele recorda que levava as informações para o jornalista Jorcenês Martinez fazer a redação. “Eu era um foca (aprendiz)”. A Tribuna naquela época tinha em seus quadros jornalistas como Lúcio Albuquerque, Montezuma Cruz, Paulo Caldas, entre outros. Depois Dalton foi para o extinto O Guaporé. Ali, foi um dos muitos que o "Homem do Chapéu" (Múcio Athayde) não pagou o salário. "Levamos uma chapéu dele, literalmente", ironiza. Ainda pelas mãos de Luiz Rivóiro, Dalton foi levado de volta ao jornal A Tribuna que tinha outros profissionais de nome: Luiz Roberto, Cleuber Pereira, Sérgio Valente e muitos outros. Depois, Dalton foi contratado pelo Alto Madeira, onde trabalhou com Paulo Correa, Ciro Pinheiro e outros. Dalton trabalhou ainda no jornal O Estadão de Rondônia, retornando à Tribuna, ficando até seu fechamento, em 1988. Eleito vereador em 1988 e deputado estadual, em 1990, Dalton ficou afastado da redação de jornal. Voltou no dia 1º de março de 1995, contratado como editor de polícia do Alto Madeira. Paralelamente, foi correspondente da rádio Alvorada, de Ji-Paraná, e do programa Chamada Geral, do radialista Ricardo Vilhegas, de Guajará-Mirim. Em 1998, Dalton transferiu-se para O Estadão do Norte, a convite do empresário Mário Calixto. Nesse período assumiu como assessor de imprensa da extinta Superintendência de Justiça Defesa e Cidadania (SUJUDECI), no governo Waldir Raupp, e depois como assessor de comunicação social da Secretaria da Segurança, na época de Valderedo Paiva. Deslocado para a Polícia Civil, ficou no cargo todo o mandato do governador José de Abreu Bianco. Voltou a assessorar a Secretaria da Segurança, Defesa e Cidadania, a 1º de janeiro de 2003, quando o deputado Paulo Moraes assumiu a pasta, no governo Ivo Cassol. Depois de um ano afastado por causa da política, Dalton Di Franco retornou em 2008 para a Sesdec, como assessor de imprensa. Além da Secretaria da Segurança, Dalton já foi assessor de comunicação social da Uniron, Faculdade Interamericana de Porto Velho, e fez free-lance para diversos órgãos de imprensa do Estado e do Brasil. Uma de suas reportagens, para a revista Momento, foi inscrita no Prêmio Esso de Jornalismo, concorrendo com nomes de peso do jornalismo brasileiro. No dia 4 de outubro de 2005, Dalton deixou O ESTADÃO DO NORTE e ingressou no DIÁRIO DA AMAZÔNIA como editor de Polícia a convite da família Gurgacz. NA TELEVISÃO Dalton iniciou suas atividades na televisão na extinta TV Nacional, em 1984. Naquela ocasião foi apresentado ao diretor da emissora, o publicitário Toca, pelo radialista Sérgio Melo. O Programa O Crime não Compensa ia ao ar diariamente às 18h30, ao vivo. Foi um sucesso durante quatro meses. Com a saída de Toca e a entrada de novo diretor, Dalton diz que foi "cassado". Havia uma deputada federal que era uma espécie de “dona” da TV, embora a emissora fosse uma estatal. Fui demitido porque ter noticiado que uma dondoca havia espancado a empregada com um tamanco. A dondoca era comadre da deputada e pediu minha cabeça. No ano de 1992, Dalton ficou quase um ano na TV Meridional (Bandeirantes) com um programa que levava seu nome. Era apresentado às 18h. Em 1997, Dalton trabalhou no programa Bronca Policial, na TV Allamanda (SBT), sem receber remuneração. Em janeiro de 1998, pediu as “contas” para fazer o programa O Crime Não Compensa na TV Candelária, que era terceirizado. O produtor até hoje não me pagou. Condenado pela Justiça trabalhista ele alegou não que não tinha dinheiro nem bens a penhorar. “Ganhei, mas não levei”, lamenta. Dalton ainda voltou a trabalhar na TV Allamanda, em 1999, desta vez de carteira assinada, mas ficou pouco tempo. Os donos da emissora resolveram acabar com o departamento de jornalismo. Não demorou muito, Dalton Di Franco foi chamado para fazer reportagens policiais para a TV Norte (afiliada da Rede Record). Inicialmente para o jornal Bom Dia Cidade. REDETV! No ano de 2005, Dalton Di Franco foi contratado pela RedeTV! Rondônia – canal 17 – inicialmente para participar do programa Fala Rondônia com um quadro de noticias policiais, e depois, no dia 16 de maio do mesmo ano, passou a comandar o programa Plantão de Polícia. O programa hoje é a maior audiência do horário no Estado e o maior faturamento da emissora da família Gurcacz, orgulha-se Alessandro Lubianao Demomi, diretor da emissora. Com o Plantão de Polícia, Dalton Di Franco, por quatro anos consecutivos, foi eleito o melhor apresentador de TV do Estado, um feito inédito, mas comum na vida de um profissional de sucesso. O programa conta com uma equipe de repórteres, cinegrafistas e editores que cobrem todos os fatos policiais que ocorrem no Estado. O Plantão de Polícia também presta serviços beneficentes à população. Ao longo desses dez anos, já construiu e reformou mais de mil casas para pessoas carentes, contando com doações de materiais de construção feitas pelos telespectadores. É a chamada rede da solidariedade. SÃO PAULO Dalton Di Franco ainda tornou-se correspondente da rádio Record, de São Paulo, fazendo reportagens para o jornal Fala Brasil, direto de Porto Velho, com os destaques do Estado de Rondônia. Ainda fez participações especiais no programa Cidade Alerta, da TV Gazeta, de Rio Branco (AC), comandado pelo jornalista Edvaldo Soares. Como se vê, o sucesso do nosso Dalton já ultrapassou as divisas de Rondônia. A seguir você vai descobrir o motivo. MARKETING Dalton Di Franco é um profissional corajoso, contundente, polemico, mas ousado e sempre conectado com as mudanças. Ao perceber as necessidades dos novos tempos ele, que até 1995 só tinha o primeiro grau, voltou a estudar. Fez o segundo grau e conseguiu realizar o sonho de seu pai: ingressou na faculdade. Em agosto de 2005, Dalton concluiu o curso de Administração em Marketing, pela Uniron, Faculdade Interamericana de Porto Velho. Como acadêmico ele participou de vários eventos culturais. É membro fundador do DCE, Diretório Central Acadêmico, e do jornal O Acadêmico, com o colega Fernão Leme. Na faculdade tornou-se universitário um muito conhecido por sua desenvoltura e pelas palestras que fez, enfocando a importância do Marketing nas organizações. Com outros colegas, fundou também a Turma B, um grupo de acadêmicos que foi referência na Uniron. Em setembro de 2005, Dalton foi convidado pelo presidente da Fundação Toledo Prado, Fernando Prado, para assumir a direção da Rádio Cultura Fm de Porto Velho (107,9). Ele deixou o cargo em setembro de 2007. No ano de 2006, Dalton concluiu o curso de pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior pela UNINTES, mas ele quer mais. Pretende fazer mestrado em marketing e criar sua própria empresa de consultoria de Comunicação e Marketing. Além de suas atividades na Redetv! no jornal Diário da Amazônia e na Sesdec, Dalton tornou-se professor nos cursos de Administração, Comunicação Social e Gestão Comercial, na UNIRON, desde o segundo semestre de 2006. Mas, como já se percebeu, ele não para. Atualmente Dalton Di Franco está no 10º período de Direito. Quando se formar ele pretende se especializar em direito penal e direito trabalhista. Esse é o Dalton Di Franco: um profissional realmente de sucesso. Um homem temente a Deus. E de família. Ele é integrante de uma família de nove irmãos. Dalton é o mais velho. Seu pai, o falecido Rômulo de Melo, hoje é nome de rua no bairro Tancredo Neves. Ele faleceu no dia 9 de agosto de 1988, aos 82 anos de idade. Sua mãe é dona Nazaré Araújo, aos 68 anos, lúcida e cheia de fé. Dalton é pai de Paula Andréia (administradora de empresa), Vanessa, Pamela, Rômulo Di Franco e Giovanna. Já tem cinco netos: Júlia, Eduardo, Sara, Rebeca e Esther. É casado com a professora Maria Gracineide Rodrigues Costa, formada em História e pós-graduada em Gestão Escolar pela Unir. Em 2012 foi eleito vice-prefeito na chapa do PDT formada com Mauro Nazif, do PSB. Por indicação do Senador Acir Gurgacz fo nomeado para presidir o PDT provisoriamente com a missão de preparar o partido para as eleições de 2016. Quando vai parar de trabalhar? Só Deus sabe. A cada ano ele se transforma. E sempre para melhor. Agora são 10 anos, mas com certeza virão outros mais, enquanto tiver forças e apoio da equipe que o ajuda como Daniele Passos, produtora; Joás Ferreira e Osinaldo Alencar, cinegrafistas locais e os repórteres Rosinaldo Guedes e Emy Cunha, na praça de Porto Velho, além de outros como Ana Claúdia (Ariquemes, Willian David (Vilhena), Anderson de Matos e Anderson Gonçalves (em Ji-Paraná) entre outros. Com muito talento, persistência e dedicação, Dalton Di Franco tornou-se um fenômeno de audiência no rádio rondoniense. Até agora nenhum radialista no Estado conseguiu superar sua marca. Ele ficou quase 20 anos ininterruptos no ar com um programa policial. Dalton é também o primeiro repórter policial do rádio em Rondônia. Depois dele vieram os outros.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

PALESTRAS: Dalton Di Franco intensifica ação contra as drogas na Capital

A maior arma de combate às drogas ainda é a prevenção. A opinião é do vice-prefeito da Capital, Dalton Di Franco, autor e responsável pela maior campanha de divulgação de Porto Velho na prevenção às drogas, numa parceria com o senador Acir Gurgacz (PDT-RO). O trabalho que consiste em palestras orientações a crianças, jovens e pais e mães de famílias em associações, igrejas, clubes e escolas na distribuição de cartilhas "Saúde sempre, drogas jamais", que será intensificado nos próximos dias. Segundo Dalton Di Franco, a coordenação do programa já providenciou o material contendo informações necessárias que será distribuído gratuitamente nos locais de palestras. “Queremos mostrar à sociedade que através dessas orientações podemos preparar nossos jovens para enfrentar a vida sem recorrer às drogas”. Nos últimos dois anos, o Programa Saúde Sim, Drogas Jamais, distribuiu mais de 20 mil cartilhas e falou para muitas crianças e jovens em escolas, associações, sindicatos e igrejas. “Gostaríamos de atingir um público maior, mas trabalhamos dentro das nossas condições e possibilidades, que são diminutas diante de tamanha demanda”. Ainda segundo Dalton, o Poder Público poderia investir mais nessa área de prevenção, mas como já ficou demonstrado pela Operação Apocalipse, da Polícia Civil, autoridades que deveriam impor-se contra as drogas estavam preocupadas apenas em agradar seus financiadores de campanhas, os narcotraficantes. Outra coisa, segundo Dalton Di Franco, autoridades que deveriam se empenhar na causa apenas sapateiam, enquanto milhares de jovens caminham na direção às drogas. “Elas fazem muito barulho sem nenhum resultado, seja por falta de experiência ou apenas por pura demagogia”. SENADOR ACIR GURGACZ Lamentando a falta de apoio ao trabalho de prevenção, Dalton Di Franco destacou “a parceria com o senador Acir Gurgacz, desde o primeiro momento que começamos nossas palestras. Ele nos ajuda com as cartilhas e ainda participa dos encontros que mantemos com a comunidade”, acrescentou o vice-prefeito. Dalton observou ainda que as entidades interessadas em receber as palestras podem agendar as datas com o secretário da campanha, Antonio Neto, pelo telefone 69-9956-9460 ou pelo e-mail: neto.ro@ig.com.br ou pvhcontraasdrogas@gmail.com. “Não cobramos nada pelo trabalho. Queremos contribuir com a sociedade”, finalizou Dalton. Acesse: www.pvhcontraasdrogas.blogspot.com

Dalton Di Franco fica mais tempo na Redetv: das 12h30 às 14h


A direção da Redetv! em Porto Velho decidiu aumentar o horário do programa Plantão de Polícia. Agora Dalton Di Franco entra no ar às 12h30 e vai até às 14h, com a primeira edição, contando tudo o que acontece na área de segurança no Estado, sem perder o bom humor. A segunda edição vai ao ar sempre às 18h45, com Faro Fino. Líder de audiência, Dalton Di Franco também lidera nas pesquisas, por isso o SGC, Sistema Gurgacz de Comunicação está aproveitando o potencial do hoje vice-prefeito de Porto Velho para alavancar a audiência da TV no Estado, bem como a grade de programação regional da emissora. Dalton há 8 anos está na Redetv, mas antes disso ele tem em sua biografia um histórico de 30 anos trabalhando nos principais veículos de comunicação da Capital, tendo sido vereador (88) e deputado estadual (90), mantendo sempre a marca indelével de seriedade e compromisso com a população. Sempre criativo, Dalton todo ano inova seu programa. Neste ano, por exemplo, ele criou o personagem Zé Caneca, que satiriza o sistema penitenciário sempre ressaltando o lado didático do que é o outro lado, alertando crianças, jovens e adolescentes para que não trilhem o caminho que leva à marginalidade. O personagem caiu na graça do povo. O eslogan “o primeiro na TV e na preferência do povo” também criação de Dalton é emblemático. O Plantão de Polícia foi o primeiro programa apresentado na TV dentre os outros que estão no ar, na concorrência. Primazia, aliás, é um marca de Dalton. Ele é o pioneiro em programas de TV e rádio. Quanto à preferência do povo, isso é incontestável. Ele é o líder de audiência. Dalton é formado em administração de empresas, especialista em marketing e bacharelando em Direito. É jornalista, radialista, publicitário, além de ser o vice do Prefeito Mauro Nazif, com destacada atuação na administração municipal. Ele ainda é responsável pelo maior programa social de Porto Velho de combate às drogas, numa parceria com o senador Acir Gurgacz. O trabalho consiste em palestras em associações, igrejas, clubes e escolas e a distribuição de cartilhas Saúde sempre, drogas jamais. Fonte: assessoria de comunicação e marketing

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

EMPRESÁRIO ANUNCIA EXPANSÃO DAS LOJAS GAZIM EM RONDÔNIA

O empresário Mário Gazim visitou nesta segunda-feira na Redetv, o vice-prefeito de Porto Velho e apresentador do programa Plantão de Polícia, o jornalista e administrador de empresas Dalton Di Franco. Ele anunciou uma série de investimentos em Rondônia, garantindo emprego e renda para dezenas de profissionais. Segundo Mário Gazim, a fábrica localizada em Vilhena receberá um incremento de quase 100%. “Vamos praticamente dobrar o tamanho e a produção da fábrica, que abastece as lojas localizadas em Rondônia e no Acre”. Ele anunciou a inauguração de mais uma loja Gazim na região de Candeias, além de melhorias nas oito lojas de Porto Velho. Durante a visita ao vice-prefeito Dalton, Mário Gazim disse ser um entusiasta do Brasil. “Eu acredito no povo brasileiro”, afirmou. Ele estava acompanhado de um dos gerentes de Porto Velho, Cleiton Berg. Ainda aproveitou a visita para brincar com o personagem Zé Caneca, a quem aconselhou a trabalhar para ter uma vida digna. As lojas Gazim são uma das muitas empresas que anunciam no programa Plantão de Polícia.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

De engraxate a vice-prefeito

SAIU NO DIÁRIO DA AMAZÔNIA – CADERNO DE CULTURA - 3 de dezembro de 2012 - 16h33 Tem uma frase que diz: Quando tem que ser, será. Assim acontece com a história do Dalton Di Franco que nasceu Enéas Rômulo em um seringal de Ariquemes e que depois de “ralar” muito, “Fui engraxate, lavador de carro, vendedor de saco, vendi sanduiche naqueles tabuleiros, vendi pão e empurrei cadeira de aleijado ajudando meus pais a criar meus 11 irmãos”, terminou de ser eleito vice-prefeito de Porto Velho numa parceria com o Dr. Mauro Nazif. Dalton foi vereador e deputado estadual. Na época foi considerado a grande revelação da política de Rondônia se transformando na grande esperança da população de Porto Velho. De repente abandona a política, “Fui estudar porque até então só tinha o 2º grau”. Sua volta ao mundo politico aconteceu este ano quando, foi convidado pelo senador Acir Gurgacz a ser candidato a prefeito pelo PDT. No final terminou formando parceria com o Dr. Mauro Nazif saindo candidato a vice na coligação “A Hora é Agora” e o resultado, é que no próximo dia 14, Dalton Di Franco será diplomado vice-prefeito de Porto Velho. Zk: Você nasceu aonde e qual seu nome de batismo? Dalton Di Franco: Meu nome de batismo é Enéas Rômulo de Araújo, nasci no seringal Recreio que fazia parte da área do Distrito de Ariquemes no município de Porto Velho, em 1960. Zk: Isso quer dizer que você foi registrado como se fosse nascido no município de Porto Velho? Dalton Di Franco: Exatamente! Naquela ocasião Rondônia era Território Federal e tinha apenas dois municípios, Porto Velho pegando daqui até Vilhena e Guajará Mirim que era até o Vale do Guaporé. Zk: Seus pais faziam o que? Dalton Di Franco: Meu pai era seringueiro e minha mãe doméstica. Sou o mais velho de uma família de 12 irmãos. Zk: E sua formação escolar como foi? Dalton Di Franco: Fiz a alfabetização na Mineração Jacundá cuja estação de trabalho funcionava perto de Itapuã D’Oeste. Quanto completei 10 anos de idade meu pai mudou pra cá pra Porto Velho com a família e aqui estudei na Escola Carlos Costa (já extinta), no colégio Kennedy, João XXIII, colégio Rio Branco, fiz Administração na Uniron e estou concluindo direito na Ulbra. Zk: Como foi a sua infância? Dalton Di Franco: Aliás, não tive infância, por necessidade, aos 10 anos tive que começar a trabalhar: fui engraxate, lavador de carro, vendedor de saco, vendi sanduiche naqueles tabuleiros, vendi pão, empurrei cadeira de aleijado, tudo isso para conseguir alguma coisa para ajudar meus pais a sustentar meus irmãos. Zk: Qual o nome do seu pai e da sua mãe? Dalton Di Franco: Enéas Rômulo de Melo que hoje é nome de uma rua lá na Zona Leste, ele veio pra Rondônia em 1922. Nascido em Corumbá Mato Gross serviu o exército em Óbidos (PA). Em 1922 teve um levante no exército e por conta disso, os militares que se rebelaram, ou foram presos ou fugiram e ele foi um dos que fugiram. Zk: Então ele fazia parte do regimento do Aluizio Ferreira? Dalton Di Franco: Não sei bem se ele fazia parte do mesmo pelotão, mas foi na mesma ocasião, quando o Aluizio Ferreira também se refugiou no Vale do Guaporé, que meu pai veio pra cá. Naquela ocasião o ouro do mundo era a borracha. Zk: Por que seu pai não voltou para o exército após ser anistiado? Dalton Di Franco: Meu pai se embrenhou no seringal e quando houve a anistia ele não quis voltar, porque achava que era melhor continuar na vida que estava vivendo. Aluizio Ferreira retornou e se tornou o primeiro governador de Rondônia em 1943. Zk: E sua mãe? Dalton Di Franco: Minha mãe é uma beradeira, dona Nazaré Araújo nasceu no Lago do Cuniã. Ela é uma mulher muito sofrida, ela e o irmão Raimundo perderam os pais quando novos e foram criados por parentes. Tenho sangue de índio na minha genética, pois os meus avós eram índios lá no Ceará que vieram pra cá na época do primeiro ciclo da borracha, também tenho sangue de alemão por parte do meu pai já que meu avô era alemão, minha avó por parte de pai era paraguaia aí nasci com essa cara de índio. Zk: E o Dalton Di Franco como surgiu? Dalton Di Franco: Em 1978 já tinha trabalhado em várias empresas e fui trabalhar na rádio Eldorado que era do Mário Calixto inaugurada no dia 13 de setembro de 1978, fui um dos seus fundadores. Naquela ocasião eu usava o nome Rômulo Araújo mesmo. Enfim, era um repórter policial como qualquer outro. Zk: Aí surge o Dalton Di Franco? Dalton Di Franco: Foi o seguinte: Procurei a rádio Caiari e o Ivan Gonzaga que era o diretor na época me disse, “Olha, posso até arranjar um emprego pra você, mas, vamos criar um nome artístico”. Que nome artístico é esse? “Você vai se apresentar com um nome fictício pseudônimo”, Fui pra casa e comecei a pensar, então rabisquei três nomes: Paulo Ronaldo, Ricardo Franco e Dalton Di Franco. Zk: E o critério para escolher o Dalton? Dalton Di Franco: Fui pesquisar esses nomes e descobri que Paulo Ronaldo era o nome de um radialista em Belém do Pará então risquei, depois descobri no mapa de Rondônia que na região do Cone Sul tem uma localidade chamada Ricardo Franco que foi um dos pioneiros na época do Rondon então eliminei também, ficou o Dalton Di Franco que posteriormente eu o adotei. Hoje meu nome no registro é Enéas Romulo Dalton Di Franco de Araújo. Zk: E a voz do Dalton Di Franco? Dalton Di Franco: O Luiz Rivoiro era o diretor da rádio Caiari por ocasião daquele momento que Rondônia estava passando a condição de estado e como grande conhecedor de rádio trouxe uma grande leva de profissionais de fora, muita gente boa do rádio de São Paulo e eu fui um dos que ele aproveitou aqui de Porto Velho. Ele dizia o seguinte: “Um grande profissional precisa ter um nome, uma voz e uma música”. Em consequência dessa orientação, criei esse estilo de voz como uma maneira de marcar. Zk: Você se inspirou em alguém para criar o timbre da voz? Dalton Di Franco: Não! A única referência que tive naquela ocasião foi a do Gil Gomes. Só que o Gil Gomes usa o falcete de voz é diferente do meu, eu uso a impostação, mudo de tom. Zk: Nesse tempo todo apresentando programa policial, tem algum fato que pode ser considerado como pitoresco? Dalton Di Franco: Temos vários exemplos. Certa ocasião chegou à rádio Caiari uma senhora muito “braba”, querendo falar com o diretor. Ela dizia, “olha, sou dona de um bar e o Dalton Di Franco foi ontem lá, comeu, bebeu e não pagou”. “A senhora tem certeza que foi o Dalton?” – “Tenho, ele falou que era o Dalton” – “Como era esse homem que senhora diz que é o Dalton”. Ela descreveu uma pessoa totalmente deferente e por fim, ele me chamou sem eu saber o que estava acontecendo e a mulher nem mesmo falou comigo, quanto mais reconhecer na minha pessoa aquele que lhe deu o “trambique”. Fui acariado sem saber. Zk: Um fato triste? Dalton Di Franco: Lembro que certa ocasião uma senhora muito humilde me procurou na rádio pra contar que os filhos dela meninos de 7 e 8 anos, saíram da escola sem avisar e foram tomar banho no igarapé Bate Estaca no Sentido Santo Antônio e morreram afogados. Os meninos que viram, ficaram com medo e se calaram e a mulher procurando pelos filhos sem saber o que tinha acontecido. Eu noticiei e depois se descobriu o que tinha acontecido e nós forçamos o Corpo de Bombeiros a ir lá procurar os corpos. Foi muito emocionante. Durante a campanha deste ano ela me encontrou e me fez relembrar o episódio. Zk: E o Dalton na política aconteceu quando? Dalton Di Franco: Entrei para a política em 1988, já estava no rádio há muito tempo fazendo sucesso, tinha um nome e em 1988 sai candidato a vereador naquela ocasião fui o único que não teve horário eleitoral seja no rádio ou na televisão e nem teve palanque, foi só na visita de amigos e fui o segundo mais votado, quem ganhou de mim foi a Marlene Capeta. Fiquei na câmara por dois anos, fiz um bom trabalho o prefeito era o Chiquilito que me ajudou muito e então fui indicado para ser candidato a deputado estadual e fui o 6º mais votado. Zk: Com toda essa aceitação, por que você abandou a carreira política naquela época? Dalton Di Franco: Acontece que não fui político por uma determinação, eu diria assim, Deus quis que eu fosse não diria por acaso, porque fiz um bom trabalho tanto como vereador como deputado, mas, não tinha a intenção de ser político. Quando acabou meu mandato eu tinha outras coisas pra fazer. Fui estudar porque até então só tinha o 2º grau (agora é ensino médio), ingressei na faculdade fiz Administração de Empresa fiz pós-graduação me tornei professor universitário e há algum tempo iniciei o curso de direito na Ulbra, tô pra me formar. Zk: O candidato, primeiro a prefeito e depois vice-prefeito? Dalton Di Franco: Na verdade nesse ano de 2012 tinha a pretensão de me aposentar. Meus filhos se reuniram e falaram: “Pai é salário, se for a gente paga pro senhor ficar em casa”. Quando terminou 2011 caminhava nessa direção, em dezembro estava realizando palestra sobre drogas nas escolas e numa palestra no colégio 21 abril, convidei o senador Acir Gurgacz para participar, ele veio e ficou admirado com a maneira como as pessoas me recebiam. Zk: E então? Dalton Di Franco: Então ele fez a seguinte pergunta: “Você quer ser o nosso candidato a prefeito?” Respondi senador não tenho condição, não tenho nome, não tenho dinheiro e não tenho partido. “Você não é do PDT?” Sou mais o PDT tem outros nomes. “Não, você hoje é uma pessoa muito querida, as pessoas não me procuram, procuram você pra tirar foto, pedir autografo”. Aí a semente começou a semear e de repente me tornei o candidato do PDT a prefeito. Zk: E a aliança com o Dr. Mauro? Dalton Di Franco: Por uma circunstância, não conseguimos formar uma nominata completa de vereadores, nosso tempo de televisão era muito pequeno e ficamos numa situação muito difícil, poderíamos ter topado. Teria dado errado imagino eu. Mas, Deus sempre tem um plano. O Mauro tinha o mesmo projeto que o meu, ser prefeito de Porto Velho e ele nos procurou no último dia e nos convidou a fazer parte do projeto dele. Fizemos uma composição, elegemos um vereador que é o Cabo Anjo e eu me tornei vice-prefeito de Porto Velho. Acredito que tudo isso não foi por acaso, foi Deus que direcionou de maneira tal que caminhou tudo certo. Zk: Na estrutura da administração do Dr. Mauro você será apenas o vice ou vai assumir alguma secretaria? Dalton Di Franco: O Dr. Mauro tem dito em suas entrevistas que o vice dele vai ser como se fosse o prefeito e eu estou com essa disposição. Não quero ser o maior e nem serei o menor, serei alguém que sempre vai estar ao lado do prefeito pra resolver os problemas da comunidade. Devo esclarecer que essa eleição não foi só o Dalton e o Mauro que ganharam, foi um grupo de pessoas que clamaram por mudança, então vamos discutir com esses companheiros aquilo que é melhor para a nossa cidade e sua população. Zk: Para encerrar? Dalton Di Franco: Desejo um Feliz Natal para todos os porto-velhenses e que essa expectativa de esperança de mudança possa ser concretizada a partir de 1º de janeiro e por todos os dias do Ano Novo! Fonte: http://diariodaamazonia.com.br/de-engraxate-a-vice-prefeito/

sábado, 25 de maio de 2013

Edição comemorativa dos 8 anos do Plantão de Polícia em vídeo

Veja o vídeo do programa Plantão de Polícia, apresentado por Dalton Di Franco. A edição é de 16-05-2013, dia em que o programa policial de maior audiencia da TV no Estado de Rondonia, completou oito anos de sucesso pela Redetv!. O vídeo ao vivo em: http://youtu.be/BT6orf3kqqI

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Plantão de Polícia é elogiado ao completar 8 anos no ar pela Redetv!

O programa Plantão de Polícia, apresentado por Dalton Di Franco, completou oito anos no ar, nesta quinta-feira, com uma síntese de fatos e depoimentos que marcam a trajetória que o consagrou como “o primeiro na TV e na preferência do povo”, o slogan criado em razão da grande aceitação popular. O patriarca da Redetv!, empresário Assis Gurgacz cumprimentou Dalton Di Franco pelo aniversário e pelo sucesso que o programa representa na grade da emissora, destacando a liderança e seu profissionalismo na condução do Plantão de Polícia. Criado em 16 de maio de 2005, o Plantão de Polícia de início era apenas um quadro do Fala Rondônia. Mas logo Dalton Di Franco conquistou seu próprio programa, tornando-se desde então em o líder de audiência no horário, recorda Sérgio Demomi, diretor-geral do SGC, o Sistema Gurgacz de Comunicação. Na opinião da delegada Edna Mara, da Especializada de Atendimento à Mulher, o “Plantão de Polícia tem ajudado na elucidação de vários casos de violência sexual contra Mulher, ao divulgar imagens de suspeitos”. O delegado Paulo Kakiones, de Crimes contra o Patrimônio, também enalteceu a colaboração prestada pelo programa, reputando-a como de grande valia para a segurança pública e para a própria população. Dalton Di Franco agradeceu ontem aos seus colegas repórteres, editores, cinegrafistas e produção, pela qualidade do programa. Ele reconheceu que “Graças a Deus, o Plantão de Polícia está na graça da população, liderando em audiência e em faturamento”, esperando continuar na ativa por longos anos. Fonte: Assessoria de Imprensa

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Dalton Di Franco chega a 2 mil programas com o Plantão de Polícia

Verdadeiro líder de audiência desde o dia 16 de maio de 2005 quando foi levado ao ar pela primeira vez pela Redetv Rondônia, às 13h, o programa Plantão de Polícia chegará em março vindouro à edição de número 2000, mais uma marca inédita na vida de seu apresentador, o jornalista Dalton Di Franco, que é o pioneiro em programas policiais. Em Rondônia, Dalton também é o profissional que já ficou mais tempo no rádio, cerca de 15 anos ininterrupto com O Crime Não Compensa iniciado na rádio Caiari e depois apresentado na extinta Rádio Eldorado, hoje RBN. Na Redetv! Rondônia, o Plantão de Polícia é – ao lado do Fala Rondônia – o carro-chefe da emissora em audiência e faturamento. “Somos o primeiro na TV e na preferencia do povo” afirma Daniele Passos, produtora do programa. Além da versatilidade da informação, o que mobiliza uma grande equipe de profissionais formados por repórteres, cinegrafistas, editores, operadores de estúdio e diretores de TV, o Plantão de Polícia também é campeão em mobilização social. “Sempre quando fazemos apelos em favor de pessoas necessitadas, recebemos da população a resposta imediata”, acrescenta Daniele. O Plantão de Polícia nasceu há oito anos como um quadro do programa Fala Rondônia, recorda Sérgio Demomi, diretor-geral do SGC, o Sistema Gurcacz de Comunicação. “Quando iniciamos nossas atividades em Porto Velho como cabeça da rede, percebemos a necessidade de termos em nossa grade um programa voltado para a área da segurança pública. Fizemos uma busca no mercado encontrando Dalton Di Franco que já vinha de experiências no rádio e na TV local. Com a contratação dele, conseguimos cobrir uma lacuna e hoje temos orgulho do que é o Plantão de Polícia: audiência e prestação de serviço”, assinala Demomi. SERVIÇOS Em oito anos de atuação, o Plantão de Polícia, entre muitos serviços prestados, ajudou a Secretaria da Segurança do Estado a esclarecer dezenas de crimes ao exibir imagens de suspeitos que foram prontamente reconhecidos pelas vítimas. - Em um desses casos, mostramos um homem que havia sido preso acusado de estuprar uma mulher. No mesmo dia em que ele foi mostrado no programa, pelo menos oito mulheres que haviam sido abusadas o reconheceram e procuraram a Delegacia de Defesa da Mulher para denunciá-lo - recorda Juarez da Silva, que continua sendo o mais antigo cinegrafista do programa. Na época Juarez filmou o suspeito. Ele, Joás Ferreira e Ocinaldo Alencar, cuidam das imagens externas do programa. Rosinaldo Guedes e Emy Cunha são os repórteres com atuação na Capital. O Plantão de Polícia ajudou também a Polícia a localizar em Porto Velho a pequena Camile Vitória, de 2 anos, que havia sido raptada pela babá no dia 3 de abril de 2008 em Ariquemes. “A dona de casa Maria Lucivânia de Oliveira que assistiu a matéria sobre o rapto da criança no programa Plantão de Polícia da Redetv!, reconheceu a babá e a criança. Em seguida ela ligou para a Polícia”, recorda Dalton Di Franco. A guarnição com os PMs Ramalho, Raiala e Lasmar compareceu ao local indicado, no bairro Três Marias, apreendendo a babá, de 14 anos, e resgatando o bebê, por volta das 22h54. A acusada confessou aos PMs que teria sido forçada pela mãe da criança a praticar o rapto. A babá foi apresentada na Central de Polícia e depois de ouvida, sendo entregue aos pais que residem em Candeias do Jamari. A pequena Camile se queixava de estar com saudades de casa. O delegado Rilmo Braga, de Ariquemes, conversou por telefone com o delegado Carlos Alberto Marques Ribeiro Filho, que estava na Central de Polícia, esclarecendo o episódio. CASO MARCANTE O caso que mais repercutiu até hoje foi protagonizado pelo pequeno Pedro Henrique, de apenas 11 dias de nascido. Ele foi levado do banco de leite do Hospital de Base por uma mulher, na manhã do dia 19 de maio do ano de 2008. O bebê foi localizado no dia seguinte pela produção do programa Plantão de Polícia, da Redetv! Ele havia sido deixado pela raptadora aos cuidados de uma família, na zona Sul da Capital. Segundo Dalton Di Franco, “a divulgação da notícia do rapto ainda no programa naquele dia, contribuiu para que a criança fosse localizada. A notícia repercutiu na hora. A mulher que havia recebido a criança acompanhava o programa quando ouviu u a divulgação do episódio e na manhã do dia seguinte manteve contatos com a produção”, recorda o jornalista. A mulher explicou que a suposta raptora havia alegado ter recebido a criança em um posto de saúde, tentando despistar qualquer suspeita de rapto. “Após confrontarmos os dados, pedimos à mulher que estava com o bebê que o trouxesse aos estúdios da Redetv! Ela atendeu nosso pedido. Chamamos ainda os policiais militares da guarnição do sargento De Carvalho e os agentes Alan e Clóvis, da Delegacia da Proteção à Criança e ao Adolescente, DPCA). Em seguida, chamamos a família. A avó que compareceu à nossa produção, de pronto, reconheceu o neto, acabando o mistério”, explica Dalton. Conforme os policiais, o bebê foi raptado enquanto a mãe adentrava ao banheiro. A mulher fugiu com a criança, tendo embarcado em um táxi e descido na frente da Estação Rodoviária. Ela foi filmada pelo circuito interno da SEMUR, nas proximidades da estação rodoviária quando observava a saída de um táxi, sendo reconhecida pela mãe do bebê. Depois, através de outro táxi, dirigiu-se à zona Sul quando entregou a criança para a funcionária de uma loja de eletrodomésticos. Para o diretor-geral do SGC, Sérgio Demomi, essa é a função social da Redetv! através de seus programas. “Além de informamos os fatos, ainda ajudamos as autoridades na solução de problemas que afetam à sociedade. Nesses dois casos, o Plantão de Polícia teve papel decisivo”, afirma o diretor, cumprimentando a equipe comandada pelo jornalista Dalton Di Franco, que sempre agiu com responsabilidade, versatilidade e competência. DALTON Polêmico, dinâmico, informativo e versátil, Dalton Di Franco sabe se comunicar com o povo, sem perder o humor. Com quase 40 anos de profissão, ele cativou a população, tornando-se o melhor apresentador de televisão de Rondônia - eleito por três anos consecutivos pelo IDEP. "Dalton é um ícone na comunicação em Rondônia. Ele transformou o programa Plantão de Polícia em algo que faz parte da vida cotidiana do povo", afirmou Daniele Passos. Jornalista, radialista, publicitário, administrador de empresa, professor universitário e bacharelando em Direito, Dalton Di Franco é exemplo de profissional multimídia de credibilidade. “Não é à toa que ele é líder de audiência”, acrescenta Sérgio Demomi. Nas últimas eleições municipais em Porto Velho, Dalton foi eleito vice, na chapa de Mauro Nazif, consagrando ainda mais sua liderança. Dalton estava afastado da vida política desde 1994 quando foi deputado estadual. Antes disso havia sido vereador em Porto Velho

sexta-feira, 23 de março de 2012

Representante do MJ fará palestra em fórum contra as drogas em Porto Velho

O professor Manoel Teles de Meneses Neto, coordenador de Subvenção Social e Emendas Parlamentares, representará a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, do Ministério da Justiça, no 1º Fórum de Combate às Drogas de Porto Velho, que será realizado nesta segunda-feira, a partir das 8h, no auditório da Ulbra, nesta Capital.
Manoel Teles foi designado pela secretária nacional Paulina do Carmo Arruda Vieira Duarte.
O fórum de Combate às drogas terá ainda como palestrantes o senador Acir Gurgacz; o jornalista Dalton di Franco, que também é o coordenador do Fórum; e do presidente do Conen, Neirival Pedraça. Dentre outros palestrantes estão o promotor Ladner Martins Lopes; o major Claudemir Holanda, que coordena o Proerd; Giuseppina Maria Fuco, diretora Casa Família Rosetta; Hélio Vieira, presidente da OAB-RO; Regina Fátima Lima Coordenadora dos CAPS-RO e a psicóloga Ana Carolina, coordenadora do núcleo Diversidade da Seduc.
Segundo Dalton Di Franco o momento é oportuno para debater o assunto. Jornalista experiente, Dalton afirmou que “o problema das drogas afeta todos nós” enquanto sociedade. “Vamos discutir soluções para enfrentar o tráfico de entorpecentes e as formas de tratamento de dependentes químicos”, acrescentou.
O 1º Fórum de Combate às Drogas será realizado a partir das 8h desta segunda-feira. O evento que é aberto à participação popular, conta com o apoio da Ulbra Porto Velho, Eucatur, Rádio CBN, Gráfica Imediata, Jornal Diário da Amazônia, Rede TV!, OAB-RO, Rondoniagora, IFRO, Plantão de Polícia, Amazônia Vídeo, Top Tel Brasil, Rondoniaovivo, Newsrondonia, O Observador, Gráfica Imediata, PROERD, CONEN-RO, DETRAN, SEDUC, SEMED e Móveis Gazin. Haverá certificado para acadêmicos que participarem do encontro.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

DALTON DI FRANCO, 33 ANOS ATUANDO NA IMPRENSA DE RONDÔNIA

Neste dia 13 de setembro, Dalton Di Franco completa 33 anos de atividades na imprensa rondoniense. Tudo começou quando ele foi apresentado, em 1978, ao então diretor da extinta rádio Eldorado do Brasil, o baiano Ivan Gonzaga. A rádio pertencia ao empresário e ex-senador Mário Calixto Filho. Desde então Dalton não parou mais. Ousado, corajoso e versátil, ele tem atuado no rádio, televisão e jornal impresso.
Bacharel em Administração com especialização em Marketing, pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior, consultor de comunicação e marketing, professor universitário, Dalton Di Franco construiu sua carreira de sucesso na comunicação no Estado de Rondônia por seu trabalho combativo, contundente, polêmico, mas acima de tudo profissional. Com esse cacife ele conseguiu se eleger para dois cargos políticos em Rondônia: vereador, em 1988, por Porto Velho (o segundo vereador mais votado da Câmara Municipal), e deputado estadual, em 1990, sendo o sexto deputado mais votado da Assembléia Legislativa. Mas ele não parou no tempo. Agora está cursando Direito, na ULBRA.

ELE VEIO DO INTERIOR

Dalton nasceu no Seringal Recreio, na antiga Vila de Ariquemes (hoje importante município de Rondônia), no dia 2 de dezembro de 1960. Ele começou a trabalhar na imprensa aos 10 anos de idade.
Antes de morar na Capital, os pais de Dalton ficaram um bom tempo morando e trabalhando na Mineração Jacundá, na área do hoje município de Itapuã do Oeste, a 106 km de Porto Velho. Ali Dalton viveu sua infância, sonhando um dia vencer na vida para ajudar o pai, seu Rômulo, que era torneiro-mecânico, e a mãe, dona Nazaré, uma dona de casa.
Certo dia seu Rômulo, um matogrossense de Corumbá de opinião, desentendeu-se com o chefe da oficina e pediu as contas. A direção da empresa ainda tentou impedir sua saída, mas ele já havia dado a palavra. "Palavra de homem é uma só", costumava afirmar. Com isso a família transferiu-se para Porto Velho, morando numa área onde hoje está instalado o Colégio Rio Branco, no bairro Nossa Senhora das Graças. Foi nessa época que Dalton Di Franco fez bico vendendo banana na rua, lavando carro e engraxando sapatos nas praças Jonathas Pedrosa e Marechal Rondon, no centro da Capital. Ele ainda vendeu saco (que ele mesmo confeccionava) no mercado municipal e empurrou a cadeira-de-roda de um deficiente físico para ganhar um dinheirinho. O deficiente morava na rua Salgado Filho, entre as ruas Carlos Gomes e Duque de Caxias. Experto, Dalton ficava na frente de escolas como Murilo Braga e John Kennedy Dalton vendendo picolé sempre no horário do meio-dia. "Eu faturava especialmente nos dias de sol forte", recorda.
Mas ele não encontrou só flores no caminho. Certa ocasião um rapaz que morava na frente da escola John Kennedy chupou vários picolés, não pagou a conta, quebrou a caixa de isopor de Dalton e ainda lhe bateu no rosto com um soco violento. "Aquele episódio marcou minha vida", diz ele que voltou para casa sem nada e chorando. É um fato que o mais famoso profissional de comunicação de Rondônia não esquece. O tapa serviu-lhe de lição: perdoar o ofensor.
Alguns anos depois, já famoso, Dalton Di Franco reencontrou-se com agressor. Ele estava embriagado e todo maltrapilho. “Olhei para ele e reconheci que estava em situação bem melhor e que não valia apenas dar o troco. Dei-lhe o perdão embora aquele homem não soubesse que o simples picolezeiro que ele havia fez mal era eu”, recorda. Pouco depois quando estudava na Escola Carlos Costa, Dalton conseguiu um emprego. Era para varrer a redação do extinto O Combate, do falecido jornalista Inácio Mendes, cuja redação funcionava na rua Duque de Caxias, próximo à igreja de São Cristóvão. Ele topou o serviço. Seu salário eram dez jornais por semana. "Quando eu conseguia vender os dez exemplares era uma maravilha", recorda. No ano de 1972, Dalton conseguiu o seu primeiro emprego de carteira assinada, com salário fixo, no Posto de Molas Paraibana. Seu cargo: oficce-boy. Ele recorda que o dono, o empresário José Gonçalves, não o tinha apenas como empregado, mas como um filho. "Em um ano de trabalho, fui promovido a auxiliar de escritório e depois a caixa", relembra citando o nome de seu colega Daniel Nascimento, hoje pastor da Igreja Assembléia de Deus, que na época era o maior incentivador de sua carreira. “Ele me ensinou a escrever na máquina de datilografia”, brinca.

RÁDIO

No ano de 1978, Dalton ingressou com afinco na imprensa. Ele foi apresentado a Ivan Gonzaga pelo radialista Zinaldo Fernandes. Na época Zinaldo lecionava no Colégio Rio Branco e Dalton era seu aluno. Hoje Zinaldo é inspetor aposentado da Polícia Rodoviária Federal. "A rádio Eldorado estava funcionando em fase experimental e o Zinaldo era locutor-noticiarista", recorda Dalton. "Eu tinha vontade de trabalhar em rádio e perguntei a ele o que era necessário para ser radialista. Zinaldo respondeu-me que era preciso apenas boa leitura". Depois de ser apresentado a Ivan, Dalton recorda que levou um chá-de-cadeira de várias semanas. "O Ivan só faltava pisar no meu pé, mas fazia que não me via sentado na ante-sala de seu gabinete, na rádio". Certo dia ele o atacou de surpresa. "Vá a delegacia e faça uma reportagem por telefone", ordenou Ivan. O prédio do 1º DP, no Cai-N´água, foi a delegacia escolhida. Depois de conversar com o comissário de nome Raimundo - até convencê-lo de que era “repórter” - Dalton ligou para a rádio e fez a reportagem. "Eu tremia mais do que vara verde no meio do temporal", diz recordando a experiência com o microfone. Aprovado com restrição – tem que melhorar, e muito, segundo Ivan Gonzaga - Dalton começou a trabalhar na rádio. Inicialmente como repórter de pista nas transmissões esportivas. Na época, usava o nome artístico de Rômulo Araújo. Ele atuava ao lado de profissionais como Bosco Gouveia, Ivan Gonzaga, Carlos Terceiro, Nonato Neves, Herculano Brito, entre outros. Além da área esportiva, Dalton fazia reportagens de polícia para o Grande Jornal Eldorado, apresentado por Waldemar Camata, recém-chegado do Paraná, e Silva Queiroz. Camata usava na época o nome artístico de Ingo Salvatorre.
DOENÇA

Por volta de 1979, Dalton estava super-atarefado. Ele tinha que se desdobrar em três para dar conta do recado: estudo, do trabalho na rádio e das funções de sub-gerente de crédito e cobrança de uma loja de móveis, a Servilar, na Carlos Gomes, onde hoje está estabelecida uma das filiais das Americanas. Com tantas ocupações e sem tempo para descansar, Dalton sofreu um derrame. Ficou seis dias em coma no extinto Hospital Orlando Marques, que funcionava numa área que fica em frente à hoje Policlínica da PM. Transferido de avião para Manaus, ficou mais onze dias inconsciente, no Hospital Beneficência Portuguesa. Dalton recorda que todo o tratamento foi custeado pela empresa de móveis, que tinha como diretor administrativo o petista Odair Cordeiro, hoje chefe de gabinete da Prefeitura de Porto Velho. "Eu considero muito o Odair. Ele fez muito por mim e por meus pais", afirma. É dessa época o episódio que Dalton não viu, por estar em coma, mas que ele soube por relato de terceiros, e não esquece. "Eu estava dentro da ambulância que me levava para o aeroporto. Na esquina da rua Campos Sales com a avenida Carlos Gomes, um táxi bateu a ambulância. Só eu, minha mãe e meu acompanhante, o colega Paulo Vieira, escapamos. O motorista e os enfermeiros voltaram para o hospital, ensangüentados, alguns com ferimentos graves". Seguindo para o aeroporto na carroceria de uma caminhonete, Dalton foi embarcado no avião. No mesmo vôo havia um soldado do Exército, com o mesmo problema, porém menos grave que Dalton. Na chegada à Beneficência Portuguesa, o militar morreu. Dalton sobreviveu. Depois de um mês de tratamento em Manaus, Dalton recebeu alta. "Os médicos recomendaram aos meus país, por telefone, que tivessem cuidado comigo, pois eu não sobreviveria ao próximo ataque da doença”. Era a morte anunciada.

SONHO

Certa noite, ainda no hospital, Dalton teve um sonho. "Eu me via em um local alto e rodeado de muitas pessoas quando de repente uma voz vinda do céu falou comigo: Eu tirei e ti devolvi a vida. Agora tu serás minha testemunha de que eu tenho poder". Essa voz, segundo Dalton, era de Deus mesmo. Poucos dias depois ele recebeu alta. Funcionários do hospital que presenciaram sua chegada ficaram abismados com sua melhora. "Estar saindo do hospital com vida era mesmo um milagre de Deus", comemora hoje Dalton. Voltando a Porto Velho, Dalton ficou recebendo pelo INAMPS, hoje INSS, por vários meses. "Por causa disso, meus inimigos políticos chegaram a divulgar que era aposentado como doído. "Eu cheguei a procurar o órgão previdenciário quando vi, reservadamente, vários ofícios solicitando informações sobre a tal aposentadoria. Para resguardar meu nome, pedi uma certidão que atesta que jamais fui aposentado, apesar de hoje já ter esse direito, mas por tempo de serviço (tenho 38 anos de carteira assinada), uma vez que comecei a trabalhar quando ainda era adolescente".

MUDANÇA

Na volta de Manaus, Dalton ficou desgostoso com o diretor da rádio Eldorado, de nome Paulo Martins, que não lhe deu nenhuma assistência durante a doença. "Meu pai até esteve no escritório da rádio quando presenciou uma conversa de Paulo Martins com a secretária Regina: Esse cara ainda não morreu, disse ele, para em seguida recusar um vale que era para comprar meus remédios. Meu pai então levantou e saiu. Por causa disso, Dalton pediu demissão da Eldorado.

Informado, o dono da empresa, Mário Calixto, ainda insistiu para que permanecesse afastado o que tempo que fosse necessário, mas Dalton preferiu sair sem contar o motivo, só revelado agora. Por coincidência do destino, Dalton voltou a se encontrar com Ivan Gonzaga, anos depois. Naquela época, Gonzaga dirigia a rádio Caiari. "Eu não aguento mais ficar em casa sem fazer nada. Quero trabalhar", implorou a Ivan. Foi a partir de então que passou de Rômulo Araújo para Dalton Di Franco. "O Ivan disse que me daria o emprego, mas que teria de usar um nome artístico. Ele não queria ter problemas pelo fato de eu estar recebendo pelo INAMPS”.

NOMES

Depois de escolher três nomes - Paulo Ronaldo, Ricardo Franco e Dalton Di Franco - passou a fazer uma rigorosa pesquisa e acabou descobrindo que o primeiro nome era de um radialista em Belém e que Ricardo Franco era um dos desbravadores de Rondônia e que hoje é denominação de uma localidade no Estado.
Por eliminação, ficou com o pseudônimo de Dalton Di Franco, hoje incorporado à sua identidade. “Meu nome parece o de D. Pedro, longo demais: Enéas Rômulo Dalton Di Franco de Araújo. Meu pai, se tivesse vivo, teria estranhado eu ter mudado o nome que ele me deu”, brinca.

ESTADO

Com a nomeação do coronel Jorge Teixeira de Oliveira para governar o Território Federal de Rondônia, as coisas começaram a mudar em Porto Velho. A rádio Caiari, por exemplo, foi arrendada por um grupo de Manaus. A primeira providência da nova direção foi despedir os funcionários antigos. "Eu era o único que não tinha carteira assinada e fiquei com o coração prestes a sair pela boca, já que era candidato natural a ficar desempregado", relembra. "Milagrosamente fui o único que permaneci. Era outro milagre de Deus, depois de sobreviver ao derrame e ao acidente". O diretor da rádio naquela ocasião era João Dario, conforme testemunha José Lacerda, que chegou a secretário de Estado e hoje é diretor do jornal O ESTADÃO. O saudoso Luiz Rivóiro sucedeu João Dario na direção da rádio Caiari. Ele gostou daquele rapaz franzino, como Dalton era naquela época. "Ele me perguntou o que eu gostaria de fazer dentro da nova programação da rádio. Não perdi tempo. Pedi um horário para fazer um programa policial". Rivóiro aceitou o pedido e autorizou Dalton a elaborar o piloto do programa. "Piloto? Eu nem sabia o que era isso. Para mim era o profissional que pilotava avião. Apesar de acanhado, perguntei aos meus colegas o que era piloto. Um respondeu que era como se fosse o programa número, aquele que é feito para apresentaçao. Hoje os especialistas em comunicação chamam de Demo (demonstração)". Ali, em 1981, nascia um dos programas de maior audiência de Rondônia: O Crime Não Compensa, precursor dos programas policiais no Estado. O programa, como Dalton Di Franco recorda, abordava os fatos policiais de uma maneira que ninguém em Rondônia havia feito antes. Ele usava falsete de voz, parecendo um pato rouco. "Entrei na onda de sucesso dos radialistas contratados em São Paulo como Júlio Júnior, Volney Alonso, Vanderley Mariano, Oneide Aparecida e o próprio Luiz Rivóiro". "Na primeira vez que usei falsete de voz, o sonoplasta de meu programa criou o maior caso comigo. Chamou-me de doído, parou a produção e ficou discutindo aos berros. Chamei o Rivóiro. Ele ouviu a gravação, gostou e ordenou que a produção prosseguisse. "Isso vai ser o maior sucesso", disse eufórico. De fato, aquilo era inédito em Rondônia. O próprio Luiz Rivóiro gravou as vinhetas do programa, com seu vozeirão. "Agora pela rádio Caiari, alerta geral...rádio ligados", era assim que o programa começava. Além do programa O Crime Não Compensa, apresentado de segunda a sexta-feira, às 13h30, Dalton fazia reportagens policiais para o Jornal de Integração, transmitido para todo o Estado, às 7h da manhã, em cadeia com outras emissoras.

ADOTADO

Dalton afirma que foi um filho adotado por Rivóiro. "Ele sempre segurava as brigas que eu arranjava com o programa". Também era seu maior incentivador profissional. "A gente passava horas conversando. Ele me dava broncas e muitas dicas. Entre outras coisas, aconselhava-me para que melhorasse a cada dia pois tinha um potencial muito grande". Em 1984, já conhecido como profissional de comunicação, Dalton Di Franco recebeu o convite para retornar à rádio Eldorado. Lourival Neves, já falecido, um radialista que tinha vindo do Paraná para dirigir a emissora de Mário Calixto, o chamou com uma proposta tentadora: um salário que era três vezes maior ao que Dalton recebia na Caiari. "Como um bom filho fui falar com o Rivóiro. Ele me disse que não tinha como cobrir a proposta e consentiu com a minha saída, prometendo um dia me buscar. Dia 2 de abril de 1984 Dalton voltou aos microfones da rádio Eldorado, não mais como Rômulo Araújo, mas como Dalton Di Franco, um sucesso de público e de comerciais. Inicialmente o programa ia ao ar com um hora de duração, a partir das 13h. Com o passar do tempo, Dalton assumiu o horário das 12 às 14h. Para dar conta do serviço, montou uma grande equipe de repórteres e aperfeiçoou a estrutura do programa. Era preciso conteúdo para liderar a audiência. O programa, cujo slogan era "A Voz do Povo contra o Crime", abordava tudo: notícias policiais, informações sobre hospitais, estradas, pronto socorro, banco de sangue, aeroporto e, naturalmente, as queixas e as reclamações do povo. "Eu não ficava só nos casos de Polícia. Atacava também os problemas cruciais que afligiam a sociedade", recorda Dalton. Ele fazia campanhas beneficentes para ajudar os necessitados.
Durante oito anos, Dalton realizou o Natal das Crianças, no Orfanato Belisário Pena, e a festa do Dia das Mães, na Comunidade Jaime Aben-Athar.
Investigativo, Dalton ajudou a Polícia a esclarecer diversos crimes, alguns deles de repercussão, sendo apontado pela sociedade como um profissional de credibilidade.

EQUIPE

A equipe de repórteres do Programa Dalton Di Franco era numerosa. Era formada por Águia Azul (hoje conhecido advogado), Ataíde Santos, Carlos Terceiro, Jota Cabral (pseudonimo do hoje juiz de Direito no Acre Cloves Augusto), Nonato Cruz, Chico Lins, Áureo Ribeiro, Edvaldo Souza, Sônia de Paula, Égino Gomes, Roberto Souza, Jorge Santos, Augusto José e Ildefonso Valentin Rodrigues (o homem do caminhoneiro Adamastor), entre outros. O programa contava ainda com a assistência jurídica de advogados de renome como Gilberto Cavalcante, Marcos Soares (falecido em dezembro de 2007) e Lindolfo Santana Júnior, hoje atuando em Guapiaçu (SP). Dalton ficou no ar com o programa até 22 de Dezembro de 1994. Ele diz que só deixou os microfones da rádio Eldorado porque a emissora foi vendida para a igreja Assembléia de Deus. "Como a proposta dos pastores era fazer uma programação eminentemente evangélica, eu e outros colegas fomos colocados em disponibilidade. Até pouco tempo eu era registrado como empregado da Eldorado". Com muito talento, persistência e dedicação, Dalton Di Franco tornou-se um fenômeno de audiência no rádio rondoniense. Até agora nenhum radialista no Estado conseguiu superar sua marca. Ele ficou 15 anos ininterruptos no ar com o programa. Além disso, é o primeiro repórter policial do rádio em Rondônia. Depois dele vieram os outros.

POLÍTICA

Em 1986, Dalton já era tido como um forte candidato a deputado estadual, prefeito e vereador, conforme as pesquisas eleitorais, mas preferiu ficar de fora do pleito. Apoiou o advogado e jornalista Maurício Calixto.
Em 1988, atendendo a apelos de seus ouvintes, Dalton Di Franco decidiu disputar uma cadeira da Câmara Municipal de Porto Velho. Foi eleito pelo extinto PMB, Partido Municipalista Brasileiro, com 1.043 votos, a segunda maior votação da Capital.
Em 1990, Dalton saiu candidato a deputado estadual, pelo PTB de Olavo Pires. Foi o quarto deputado mais votado – o triplo da votação de vereador - do partido e o sexto deputado do Estado. Foi por causa da política que Dalton Di Franco deixou de ser pseudônimo. Em 1991, o advogado Lindolfo Santana Júnior pediu a averbação do nome à Justiça. Autorizada pelo juiz Gabriel Marques, a identidade do jornalista passou a ser Enéas Rômulo Dalton Di Franco de Araújo. "Um nome e tanto", brinca o dono.

JORNAL

Na imprensa escrita, Dalton começou a escrever na extinta A Tribuna, também 1978. Ele recorda que levava as informações para o jornalista Jorcenês Martinez fazer a redação. “Eu era um foca (aprendiz). A Tribuna naquela época tinha em seus quadros jornalistas como Lúcio Albuquerque, Montezuma Cruz, Paulo Caldas, entre outros. Depois Dalton transferiu-se para o extinto O Guaporé. Ali, foi um dos muitos jornalistas que o "Homem do Chapéu" (Múcio Athayde) não pagou o salário. "Levamos uma chapéu dele", ironiza. Ainda pelas mãos de Luiz Rivóiro, Dalton foi levado de volta à A Tribuna que tinha outros profissionais de nome: Luiz Roberto, Cleuber Pereira, Sérgio Valente e muitos outros.
Depois, Dalton foi contratado pelo Alto Madeira, onde trabalhou com Paulo Correa, Ciro Pinheiro e outros. Ele trabalhou ainda no jornal O Estadão de Rondônia, retornando à Tribuna, ficando até seu fechamento, em 1988. Eleito vereador em 1988 e deputado estadual, em 1990, Dalton ficou afastado da redação de jornal. Voltou no dia 1º de março de 1995, contratado como editor de polícia do Alto Madeira. Paralelamente, foi correspondente da rádio Alvorada, de Ji-Paraná, e do programa Chamada Geral, do radialista Ricardo Vilhegas, de Guajará-Mirim. Em 1998, Dalton transferiu-se para O Estadão do Norte, a convite do empresário Mário Calixto. Nesse período assumiu como assessor de imprensa da extinta Superintendência de Justiça Defesa e Cidadania (SUJUDECI), no governo Waldir Raupp, e depois como assessor de comunicação social da Secretaria da Segurança, na época de Valderedo Paiva. Deslocado para a Polícia Civil, ficou no cargo todo o mandato do governador José de Abreu Bianco. Voltou a assessorar a Secretaria da Segurança, Defesa e Cidadania, a 1º de janeiro de 2003, quando o deputado Paulo Moraes assumiu a pasta, no governo Ivo Cassol. Dalton ficou no cargo durante o primeiro mandado, mas ao final da eleição em 2006, por questões políticas, foi exonerado. Por justiça foi reconduzido em 2008, a pedido do secretário Evilásio Sena. Além da Secretaria da Segurança, Dalton foi assessor de comunicação social da Uniron, Faculdade Interamericana de Porto Velho, durante três anos, e fez free-lancer para diversos órgãos de imprensa do Estado e do Brasil. Uma de suas reportagens, assinada em conjunto com Ildefonso Valetin Rodrigues, para a revista Momento, foi inscrita no Prêmio Esso de Jornalismo, concorrendo com nomes de peso do jornalismo brasileiro. No dia 4 de outubro de 2005, Dalton deixou O ESTADÃO DO NORTE e ingressou no DIÁRIO DA AMAZÔNIA como editor de Polícia a convite da família Gurgaz.

TELEVISÃO

Dalton iniciou suas atividades na televisão na extinta TV Nacional, em 1984. Naquela ocasião ele foi apresentado ao diretor da emissora, o publicitário Toca, pelo radialista e jornalista Sérgio Melo. O Programa O Crime não Compensa ia ao ar diariamente às 18h30, ao vivo, pela TV Nacional, que funcionava no canal 6. O programa foi um sucesso durante quatro meses. Com a saída de Toca e a entrada de novo diretor, Dalton diz que foi "cassado". "Havia uma deputada federal que ficou com raiva de mim por ter noticiado que uma amiga dela havia surrado a empregada com um tamanco". A madrinha da agressora ficou apenas no primeiro mandato.
Em 1992, Dalton ficou quase um ano na TV Meridional (Bandeirantes) com um programa que levava seu nome. Era apresentado às 18h. Em 1997, Dalton trabalhou no programa Bronca Policial, na TV Allamanda (SBT). "Eu precisava de um lugar ao sol e trabalhei por seis meses sem receber salário", recorda. Em janeiro de 1998, ele saiu para fazer o programa O Crime Não Compensa, na TV Candelária, como contratado de uma produtora independente. "Também trabalhei sem receber. Até hoje aguardo decisão da Justiça do Trabalho para receber o que é meu".
Dalton ainda voltou a trabalhar na TV Allamanda, em 2001, desta vez recebendo, mas saiu no ano seguinte quando a direção resolveu retransmitir apenas a programação nacional.
Em 2002, Dalton passou a fazer reportagens policiais para a TV Norte (afiliada da Rede Record). Inicialmente para o jornal Bom Dia Cidade. A TV Norte pertencia ao empresário Mário Calixto Filho que mais tarde negociou o canal com a igreja Assembléia de Deus e, pela segunda vez, Dalton ficou desempregado. Os pastores da Assembléia de Deus - como na época da compra da rádio Eldorado, alegaram que pretendiam fazer uma programação eminentemente evangélico e exigiram a rádio sem empregados. "Eu e uma dezena de profissionais ficamos sem emprego", recorda.

REDETV!

No ano de 2005, Dalton Di Franco foi contratado pela RedeTV! Rondônia – canal 17 – para participar do programa Fala Rondônia, com as reportagens policiais.
"Foi sucesso", segundo Sérgio Demomi, diretor-geral do SGC, Sistema Gurgacz de Comunicação, que logo designou um horário só para Dalton. No dia 16 de maio do mesmo ano, o mais famoso jornalista e radialista passou a comandar o Plantão de Polícia, às 13h, hoje a maior audiência do horário no Estado.
A respeito da Redetv!, Dalton recorda que disputou o lugar com pelo menos cinco profissionais de comunicaçao. Ganhou o lugar por "uma benção de Deus e a ajudinha de um colega", afirma ele.
"Certo quando assessorava o secretário de Segurança Paulo Moraes, recebi um pedido de entrevista. Eu atendi os colegas com a maior presteza. Um deles, conhecido pelo carinhoso apelido de Japão, indagou-me se tinha interesse de fazer TV. Respondi afirmativamente. Algum tempo depois, fui chamado por Japão. Ele queria alguma coisa minha (um piloto) para mostrar ao diretor da Redetv!, Sérgio Demomi. Eu entreguei a cópia de reportagens (em VHS) feitas em 2001 para a TV Allamanda. Sérgio assustou-se com a minha voz nas reportagens. Ainda bem que o Japão teve resposta convicente. O Sérgio gostou e me contratou".
No dia 21 de outubro de 2006, Dalton Di Franco passou a comandar um programa de auditório aos sábados e ao vivo. O programa, por sugestão do próprio Dalton, ganhou o nome de Sábado Total, por ter a proposta de abranger todos os segmentos artisticos e culturais. "Com moral, pedi para a jornalista Deane Araújo ser minha produtora. O Sérgio e dona Fábia Demomi, mentora do programa, aceitaram. Sorte minha". O programa estréiou com a participação do cantor Kid Vinil, ao vivo.
Em setembro de 2008, Dalton Di Franco foi convidado pelo próprio Sérgio Demomi para assumir o Departamento de Jornalismo da Redetv, sucedendo Domingues Júnior, elevado à função de superintendente. "Eu ainda relutei em aceitar o convite por ter muitos afazeres, mas lembrei que Deus nunca chama pregriçoso. Quando Moisés foi chamado para a grande missão no Egito ele não estava vagabundando nas montanhas. Ele administrava naquela ocasião uma grande fazenda. Tal como Moisés, após receber o sinal de Deus, aceitei".
Empreendedor, Dalton assumiu o desafio. Resultado: o jornalismo da Redetv melhorou. Além de jornalismo, sua função principal, Dalton Di Franco entende de gente por ser especialista em Marketing.
Como estratégia, Dalton derrubou os "muros" que separavam os profissionais dos programas jornalisticos, agregando todos no Departamento de Jornalismo. "Hoje somos todos Redetv!, como já era desejo de nosso diretor Sérgio Demomi". Com isso ele consegue administrar com sucesso os profissionais da emissora. No ano passado, já sob o comando de Dalton Di Franco, a Redetv, através de seu departamento de jornalismo, realizou, com grande sucesso, eventos como a Expovel, o arraial Flor do Maracujá, O Dia do Bem, o grande debate com os candidatos a prefeito de Porto, a cobertura das eleições, e a campanha Rondônia abraça Santa Catarina, que arrecadou no Estado donativos para os desabrigados.
"Temos hoje na Redetv! Rondônia os melhores profissionais de televisão e a melhor direção. Eu sou apenas um colaborador", costuma dizer Dalton Di Franco, reconhecendo a autoridade e a experiência de Sérgio Demomi, a quem chama de "chefe".

SÃO PAULO

Dalton Di Franco já foi correspondente da rádio Record, de São Paulo, fazendo reportagens para o jornal Fala Brasil, direto de Porto Velho, com os destaques do Estado de Rondônia. Ainda fez participações especiais no programa Cidade Alerta, da TV Gazeta, de Rio Branco (AC).
Como se vê, seu sucesso já ultrapassou as divisas de Rondônia.

FILHO DE RONDÔNIA

Dalton nasceu em 1960 quando Rondônia era Território Federal. Na época, havia apenas dois municípios: Porto Velho, daqui a Vilhena, e Guajará-Mirim, que abrangia todo o Vale do Guaporé. Como Ariquemes era distrito de Porto Velho, Dalton é portovelhense. Integrante de uma família de nove irmãos, Dalton é o mais velho. Seu pai, o falecido Rômulo de Melo, hoje é nome de rua no bairro Tancredo Neves. Ele faleceu no dia 9 de agosto de 1988, aos 82 anos de idade. Sua mãe é dona Nazaré Araújo. Dalton é pai de Paula Andréia, Vanessa, Pamela, Rômulo Di Franco e Giovanna. É casado com a professora Maria Gracineide Rodrigues Costa, formada em História e pós-graduada em Gestão Escolar pela Unir.

MARKETING

Ousado e sempre acompanhando as mudanças, Dalton ingressou na faculdade. Em agosto de 2005, ele concluiu o curso de Administração em Marketing, pela Uniron, Faculdade Interamericana de Porto Velho. Como acadêmico ele participou de vários eventos culturais. É membro fundador do DCE, Diretório Central Acadêmico, e do jornal O Acadêmico, com o colega Fernão Leme.
Na faculdade tornou-se um universitário muito conhecido por sua desenvoltura e pelas palestras que fez, enfocando a importância do Marketing nas organizações. Ele também foi coordenador do único debate já realizado por uma faculdade em Porto Velho com candidatos a prefeito de Porto Velho. O debate, com cobertura da imprensa, foi realizado no dia 15 de setembro de 2004.
Com outros colegas, fundou a Turma B, um grupo de acadêmicos que foi referência na Uniron. "Havia um grupo que se intitulava a turma A, da sala. Eu topei a provocação. Criei a Turma B. Brigamos até o último dia de aula. Depois ficamos amigos".

RÁDIO CULTURA

Em setembro de 2005, Dalton Di Franco foi convidado pelo presidente da Fundação Toledo Prado, Fernando Prado, para assumir a direção da Rádio Cultura FM de Porto Velho (107,9). A proposta era fazer uma programação eclética. Topei e fiz.
Como tinha projetos de vida a realizar, Dalton deixou o cargo em setembro de 2007 para cursar Direito, na UNIRON. Neste ano, ele faz o 3o e o 4o períodos, na turma D-29, no período vespertino. Na sala já foi convidado a ser líder da turma, mas, por duas vezes, recusou o convite.

PROFESSOR
Em dezembro de 2005, Dalton concluiu o curso de pós-graduação em Metodologia do Ensino Superior pela UNINTES, para se tornar professor. "Eu jamais pensei em ser professor, muito menos em faculdade. Mas durante a minha primeira graduação recebi incentivos de meus professores. Um deles, Aparecido Scavassa, dizia que eu seria um bom professor. Topei o desafio e leciono a mesma disciplina dele: MAR-KE-TING!, desde Primeiro de agosto de 2006, conforme atesta minha Carteira de trabalho.
Dalton leciona hoje disciplinas na área de Marketing em diversos cursos na UNIRON como o de Comunicação Social (Jornalismo e Publicidade e Propaganda), GEMP, RH e Administração, entre outros. Ele domina bem Fundamentos de Marketing, Administração Mercadológica I e II, Marketing de Relacionamento, Pesquisa de Marjeting, Marketing de Varejo e Serviço e Administração de Materiais e Logística.
Dalton pretende fazer mestrado em administração e marketing e criar sua própria empresa de consultoria de Comunicação e Marketing, a GANOA, um sonho forjado ainda nas aulas de marketing.

DIREITO

Cursar Direito era um sonho de meu falecido pai, diz Dalton. "Ele dizia para minha mãe que ainda ia me ver doutor. A morte o tirou de nós em agosto de 1988, mas o sonho continua. Eu, com a Graça de Deus, vou concluir meu curso de Direito e fazer Justiça. O sonho de meu pai será realizado".
Em sua família Dalton Di Franco tem alguns casos de injustiça. Um irmão seu, por parte de pai, foi morto em Ariquemes, anos atrás. O criminoso nunca foi preso. Em 2007, uma irmã sua morreu em Porto Velho por consequência de erro de um exame feito em um posto de saúde de bairro. "Atestaram um tipo de malária e deram o remédio errado. Dias depois minha irmã morreu, deixando cinco filhos órfãos. Meu cunhado até hoje é um homem frustrado por conta dessa perda", afirma Dalton.
"Como eu, há muitas pessoas sendo injustiçadas. Eu quero lutar contra essas coisas", promete.